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Custo da energia vai aumentar 22% a partir de 2010

O custo da energia vai aumentar cerca de 22% entre 2010 e 2014. Metade desse aumento, de acordo com o presidente da PSR Consultoria, Mário Veiga, diz respeito à maior participação das térmicas na matriz energética com as contratações que foram realizadas nos últimos leilões A-3 e A-5. A outra metade se deve à renovação dos contratos de energia velha, que começam a vencer em 2012. "Os aumentos de 2010, 2011 e 2012 estão ligados a contratação das térmicas. A partir de 2013, quando houver o primeiro leilão de renovação de energia existente, esse fator também impactará no preço", comentou Veiga durante o Enase 2009 - 6º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico, ocorrido no Rio de Janeiro, em setembro.

Segundo ele, atualmente o preço médio de contratação da energia existente é de pouco mais de R$ 80/MWh, mas quando houver a renovação, a expectativa é de que esses preços serão mais altos. "A legislação diz que o preço de abertura do leilão de 2013 é o preço de contratação da energia nova que vai entrar em operação naquele ano. Então, calculando o preço da energia que foi contratada em 2008 no A-5, chegamos a um preço máximo de R$ 117/MWh", explicou o consultor.

Ele disse ainda que nos últimos leilões foram contratados cerca de 10 mil MW de térmicas que vão entrar em operação nos próximos anos. "Isso equivale a energia firme de Santo Antônio, Jirau , Belo Monte e Angra 3", calculou o executivo. No entanto, Veiga explicou que a tarifa é composta, além do preço da energia, pelo custo do transporte e também pelos encargos e tributos.

"Os encargos e tributos foram os maiores responsáveis pelo aumento das tarifas nos últimos anos", comentou. Para Veiga, havia uma sinalização de que os encargos iriam diminuir, mas a MP 466 e o IN-7 mostraram que isso não vai acontecer. "Os encargos da Conta de Consumo de Combustíveis estavam descendentes, mas com a MP 466 isso piorou muito. Todos os custos do Sistema Isolado serão repassados na forma de encargos e tributos", afirmou. Veiga ponderou ainda que nos cálculos do aumento das tarifas não está contabilizado o impacto que a MP 466 poderá causar para o consumidor final.
Luiz Carlos Guimarães, presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, afirmou que está acompanhando de perto a MP 466, que tem muitas emendas. "Essa é uma preocupação nossa. Nós somos contrários ao aumento de encargos e tributos, que acabam encarecendo a tarifa. E isso é ruim tanto para o consumidor como para os agentes", disse.

Guimarães afirmou ainda que as projeções de aumento nos custos da energia realizadas pela PSR Consultoria estão muito próximas das feitas pela Abradee, pois o custo da energia da geração térmica vai começar a entrar na tarifa. "Por isso temos uma preocupação muito grande com os encargos. Se não se pode evitar o aumento do custo da energia pelo fato de não se ter uma oferta de energia mais barata, então precisamos evitar o aumento dos outros fatores que compõem a tarifa, principalmente dos encargos e tributos", avaliou. A MP 466 havia sido incluída na pauta de votações do Plenário da Câmara dos Deputados.

Fonte Agência CanalEnergia

 
     
 

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