Eletrônicos entram na lista dos vilões do desperdício
A Agência Internacional de Energia (AIE) fez um alerta, e advertiu os governos para a necessidade da aplicação de políticas públicas que visem a eficientização dos aparelhos eletrônicos. O alerta foi divulgado através de um estudo, realizado pela AIE, que revelou que atualmente os eletrônicos são responsáveis por 15% do consumo de energia elétrica das residências, e essa participação está crescendo rapidamente.
Segundo a AIE, sem novas políticas, o consumo de energia de eletrônicos vai dobrar em 2022 e triplicar em 2030 para 1,7 mil TWh. Para a agência, isto vai prejudicar os esforços de incrementar a segurança energética e reduzir as emissões de gases. O aumento do consumo vai custar US$ 200 bilhões aos consumidores residenciais, além de demandar uma adição de 280 GW em nova capacidade de geração até 2030.
O estudo da AIE mostra que nos próximos sete meses, o número de computadores pessoais vai ultrapassar a marca de 1 bilhão de aparelhos. Além disso, existem 2 bilhões de aparelhos de televisão no mundo, uma média de 1,3 por casa, e 3,5 bilhões de telefones celulares. A agência afirma que o consumo de energia desses equipamentos pode cair pela metade se for usado "os melhores processos e tecnologias disponíveis atualmente".
Isso desaceleraria em 1% anualmente o crescimento do consumo até 2030. Essa atitude diminuiria ainda as contas de energia em US$ 130 bilhões em 2030 e evitaria a instalação de 260 GW em capacidade.
Fonte: Agência Canal Energia |